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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

CONSIDERAÇÕES FINAIS.

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Nesta tese: Capítulos: Na coleção:









Claro, Itamar Bento. Gestão comunitária: estudo de uma nova articulação estado/sociedade civil no parque proletário de Vigário Geral. [Mestrado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 2002. 110 p.



CONSIDERAÇÕES FINAIS





Este trabalho procurou examinar, no cenário de reforma das organizações públicas, as inovações na área da saúde que contam com a participação da sociedade civil, entre as alternativas que se apresentam para reorganizar a intervenção estatal na produção e execução de serviços de caráter público. Nesse cenário é proposto o fortalecimento das funções regulatórias do Estado em detrimento da prestação direta dos serviços sociais.





A inovação social que ocorre com a participação mais ampla da sociedade civil na prestação de serviços de caráter público tem apontado para a assertiva de Bresser Pereira e Cunill Grau (1998) de que seria possível presumir que no século 21 o setor público não estatal poderá constituir-se numa dimensão-chave da vida social, na medida em que as organizações não governamentais adquirem crescente importância em um contexto globalizado.





A gestão comunitária representa uma experiência de parceria entre a comunidade e o poder público, com a incorporação de organizações da sociedade civil na gerência das unidades de saúde localizadas em áreas de baixo poder aquisitivo e alto grau de violência. Essa modalidade de "gestão" que conta com a presença de moradores da comunidade à frente das unidades de saúde, está inserida entres as experiências de parceria do Estado com o terceiro setor, que, na cidade do Rio de Janeiro têm sido realizadas de forma experimental e localizada.





A SMS-RJ tem experimentado diversas parcerias com organizações da sociedade civil para a gerência e o fornecimento de mão-de-obra para as unidades de saúde localizadas na periferia da cidade, em tentativa de viabilizar a assistência em áreas antes desassistidas, seja em função da violência local ou da dificuldade de acesso, que dificulta a alocação de profissionais de saúde concursados, além dos baixos salários pagos ao funcionalismo público municipal.





Em Vigário Geral, seguindo o modelo iniciado no Complexo da Maré, foi experimentada a gestão comunitária, com a diferença de que a parceria foi realizada com uma ONG e não com a associação de moradores, como ocorreu na Maré. Segundo a Coordenação da AP 3.1, foi verificado com base na experiência da Maré que a parceria com as associações de moradores não oferece a estabilidade necessária ao bom desempenho do projeto, devido às constantes mudanças de seus dirigentes e à interferência do tráfico de drogas.





Em algumas das experiências realizadas na AP 3.1, observou-se que o fato de as associações de moradores assumirem a gestão da unidade de saúde e a administração da verba pública não propiciou o amadurecimento da participação comunitária na construção de um exercício de cidadania, mas sim o favorecimento de relações clientelística, agravadas pelas particularidades advindas da realidade local, como a interferência do narcotráfico.





No Parque Proletário de Vigário Geral a parceria foi realizada com a ONG Mogec, constituída por moradores da comunidade que receberam treinamento específico ao participar do Curso de Capacitação de Gestores Comunitários. Esse fator tem sido apontado pela própria Coordenação de Saúde como um dos elementos responsáveis pelo desempenho satisfatório dos gestores comunitários naquela comunidade. Todos os profissionais entrevistados reconhecem que a realização do CGC foi um fator importante para a parceria realizada em Vigário Geral constituir um exemplo positivo de gestão comunitária na AP 3.1. No entanto, por outro lado, afirma-se que é necessária a capacitação permanente desses gestores, devendo constar no contrato de parceria a definição das atribuições que lhes cabem no âmbito da gerência administrativa da unidade.





Em suma, a gestão comunitária faz parte do processo de articulação de Estado com a sociedade civil para a provisão de serviços públicos, em que seria possível identificar, segundo os autores estudados, três grandes vantagens: a pluralização da oferta de serviços sociais; a possibilidade de tornar mais flexível e desburocratizada a gestão e a responsabilização de dirigentes e participantes da organização.





No que se refere à pluralização da oferta de serviços assistenciais na área da saúde, verifica-se que a gestão comunitária não estimulou a competitividade que, segundo os autores, levaria à melhoria de qualidade e eficiência nos serviços prestados – em todas as comunidades em que esse projeto foi implantado a escolha da ONG ou associação de moradores para a realização do convênio ocorreu em decorrência da avaliação de ser a única organização possível, de forma que não houve possibilidade de um concurso, em que a qualidade e eficiência dos serviços fossem elementos da competitividade na disputa por parte das organizações concorrentes. No entanto, no que se refere a uma previsível economia nos gastos, a gestão comunitária parece responder com eficiência. A iniciativa das organizações não governamentais de buscar recursos junto à sociedade civil para atender a determinadas necessidades que a verba repassada pelo Estado não cobre é apontada pelos teóricos do terceiro setor como um aspecto positivo na relação custo/benefício da realização da parceria entre o Estado e o terceiro setor, podendo as ONGs até contar com trabalho voluntários e doações, como foi verificado na comunidade de Vigário Geral.





A desburocratização, que os autores apregoam ser possível com a autonomia financeira, poderia ser exemplificada com o montante referente à taxa administrativa que as unidades recebem. No entanto, no que se refere à unidade de Vigário Geral, os gestores comunitários afirmam tratar-se de valor insuficiente até mesmo para as despesas administrativas necessárias, não possibilitando nenhum tipo de autonomia, pois a verba é toda comprometida com a manutenção da unidade.





A afirmação de que a produção não estatal de serviços sociais viabilizaria prestações adaptadas aos públicos envolvidos, em oposição às prestações uniformes características da oferta pública estatal, pode ser confirmada pela maior flexibilidade observada na adaptação dos programas de saúde à realidade da comunidade, bem como pelo fato de a experiência de gestão comunitária em uma comunidade fortemente marcada pelo poder jurisdicional do tráfico de drogas, como o Parque Proletário de Vigário Geral, ter demostrado mais habilidade para chegar aos "clientes difíceis de alcançar".





O "contrato de parceria", porém, só se constituirá em um instrumento da accountability das organizações se contemplar os mecanismos institucionais de responsabilização, com normas e regras claras, que definam as responsabilidades e os direitos de cada um dos parceiros; e, para que possam ser definidos, faz-se necessário que o governo conheça profundamente o parceiro e avalie seus objetivos institucionais, suas dificuldades e sua capacidade gerencial e financeira.





Quanto ao favorecimento de certo controle comunitário, que, segundo Coelho (2000), propiciaria melhor qualidade dos serviços e seria facilitado devido ao fato de as organizações não governamentais atuarem vinculadas a uma comunidade e/ou a um grupo específico, não foi observado em Vigário Geral, uma vez que se constatou que os moradores se encontram alijados de todo o processo de decisão, tendo a gestão comunitária constituído uma possibilidade de acumulação de capital social apenas para os indivíduos diretamente envolvidos.





Dado o grande número de organizações não governamentais que prestam serviços na área de educação, saúde e capacitação profissional, na comunidade de Vigário Geral é possível verificar a emergência, o crescimento e a diversificação do terceiro setor, que como aponta Barbosa (2001) estaria sendo impulsionado pelo Estado, mediante o repasse de verbas, trazendo importantes conseqüências para o setor público.





Contata-se que a parceria realizada entre a SMS e a ONG Mogec para a gerência da unidade de saúde se encontra entre as recentes mudanças nas relações entre Estado e sociedade civil que, segundo Farah (1997), tendem para a participação não só da comunidade, mas também de ONGs e do setor privado empresarial na formulação e implementação de projetos de caráter social, em particular na provisão e gestão de serviços públicos.





A gestão comunitária é parte da descentralização administrativa, com a instauração de novos recortes na relação Estado/sociedade civil para o gerenciamento de unidades de saúde em área de acentuada violência, configurando-se uma delegação em que há transferência das responsabilidades gerenciais para organizações não governamentais, com financiamento e regulação do Estado; entretanto, tal como a descentralização, não deve constituir panacéia nem substituir o poder de coordenação por parte do Estado.





Na análise das entrevistas realizadas verificou-se que grande parte dos conflitos entre os gestores e os profissionais ocorre devido ao controle no cumprimento de horários e ao fato de os profissionais não aceitarem ser questionados sobre os procedimentos técnicos realizados. No que se refere ao gestores comunitários, é explícita a compreensão de que os profissionais de saúde graduados possuem uma formação universitária distante da realidade vivenciada pela comunidade, um estranhamento que é inerente à origem de classe.





A contradição está presente no discurso dos gestores comunitários quando afirmam não interferir no trabalho técnico dos profissionais e, ao mesmo tempo, declaram a necessidade de saber se "o médico referencia as crianças, se o assistente social quando abre um prontuário faz um levantamento dos problemas sociais e de saúde". Esse controle sobre as ações técnicas, que os gestores apregoam como tarefa sua, tem sido a causa de muitos desentendimentos na unidade de saúde. Os profissionais de saúde, habituados a terem autonomia no exercício de suas atividades, não aceitam o fato de ser gerenciados por moradores da comunidade sem preparo profissional e com grau de instrução inferior ao deles.





Para que a gestão comunitária possa se configurar como uma experiência positiva de participação social na co-responsabilidade da sociedade civil e do Estado, não pode representar apenas um mecanismo de delegação de responsabilidade aos membros da comunidade; é preciso que sejam garantidas as condições necessárias para viabilização do projeto – não basta, por exemplo, garantir os salários dos trabalhadores; é preciso garantir a infra-estrutura indispensável para o bom desempenho das atividades. No entanto, como foi verificado por Barbosa (2000), um dos problemas enfrentados nas parcerias realizadas com o Estado é justamente a insuficiência dos recursos repassados, que não cobrem todos os custos administrativos e de pessoal. A ONG responsável precisa muitas vezes recorrer às contribuições de voluntários para prover algumas necessidades do serviço.



A experiência de gestão comunitária talvez possa reverter-se em uma forma de intervenção sobre as áreas marginais de cidade, com o objetivo de proporcionar ampla participação da população no processo de elaboração e gerência de projetos na área da saúde, se forem estabelecidos mecanismos que favoreçam a instituição do Conselho de Avaliação e Acompanhamento que, embora esteja definido como exigência na cláusula sétima do convênio, jamais foi estabelecido na prática. Esse conselho com atribuição de acompanhar o desenvolvimento das atividades do posto comunitário, constituído por representantes de entidades comunitária de Vigário Geral e Parada de Lucas, profissionais de saúde atuantes na unidade, representantes da CAP 3.1, poderá significar importante nicho de sociabilidade e vida pública para a formação de capital social na comunidade.





No que se refere à gerência de uma unidade de saúde, não é possível simplesmente aplicar o princípio da subsidiaridade, no qual Bresser Pereira (1998) inscreve a descentralização, pois verifica-se que tal gerência não deve ser feita pela sociedade civil, mas, sim, pelo Estado; como afirma a própria coordenadora da área, o Estado não pode abrir mão de gerenciar o que é essencial.





A gestão comunitária é parte da "explosão" de iniciativas nos campos referentes ao terceiro setor, que, segundo Cunill Grau (1999), aponta para a criação de uma cultura de co-responsabilidade política e social envolvendo o Estado e a sociedade civil. No trabalho realizado foi possível perceber que essas iniciativas asseguram maior peso da sociedade civil na prestação dos serviços sociais. Porém, frente à afirmação de que promoveriam também melhoria na qualidade dos serviços prestados, seria preciso levar a cabo um estudo com os usuários desses serviços.





Dessa forma, este trabalho termina com a perspectiva de que, em outro momento, seja possível a realização de uma pesquisa que possa abarcar partes da realidade que aqui não foram contempladas; de que, no resgate da voz dos usuários, possa ser avaliado o grau da satisfação da comunidade; e de que, na leitura das contradições presentes, a totalidade possa ser vislumbrada.







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MS entrega veículos para o combate à gripe A (H1N1) e à dengue



Um lote de 83 veículos será entregue para as prefeituras do Rio de Janeiro, Queimados e São Gonçalo após serem completamente reformados



O Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (DGH), em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entrega nesta quarta-feira (12) um total de 83 veículos para as prefeituras do Estado do Rio de Janeiro que serão utilizados no suporte às ações de combate à dengue e à gripe Influenza A (H1N1). A distribuição entre os municípios ficará da seguinte maneira: Rio de Janeiro (66 veículos), São Gonçalo (14) e Queimados (03). Todos os carros são modelos Pickup, com cabines simples e duplas.




Para o diretor do DGH, Oscar Berro, a entrega dos veículos representa um “significativo reforço material para a capacidade instalada dos três municípios no combate às endemias e reforça ainda mais o papel de parceria entre as esferas de governo”. Os carros, que foram totalmente reformados e tiveram a documentação regularizada (pagamento de multas e DPVATs) estavam cedidos, anteriormente, em regime de comodato para as respectivas prefeituras que eram, então, responsáveis pela manutenção dos mesmos.



Como contrapartida pelos trabalhos de reforma e de regularização, as prefeituras tiveram os valores pagos descontados no repasse de recursos federais provenientes da Programação Pactuada Integrada de Saúde, verba repassada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, para os municípios. Desde 2007, o Ministério da Saúde e a Funasa realizam a doação de veículos da mesma forma. Outros 87 carros foram entregues com o mesmo objetivo para 31 municípios do estado. Em breve, outros oito municípios e a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil receberão carros, também reformados e regularizados, para ações de saúde.



As cerimônias de doação dos veículos serão realizadas em frente às sedes das três prefeituras:



Queimados - 10 horas ( Praça Nossa Senhora da Conceição – Av. Irmãos Guinle, Centro).



Rio de Janeiro - 14 horas (Rua Afonso Cavalcante, 455).



São Gonçalo - 15h30 (Rua Feliciano Sodré, 100).



Outras informações

Atendimento à Imprensa

(61) 3315 3580 e 3315-2351

jornalismo@saude.gov.br



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disque saúde 0800 61 1997

Ministério da Saúde

Esplanada dos Ministérios - Bloco G - Brasilia / DF

CEP: 70058-900

Governo Federal repassa verba para hospitais da UFRJ.

domingo, 5 de setembro de 2010

Sintomas da Aids.

Os sintomas da AIDS podem aparecer de maneiras variadas, se manifestando de forma diferente nos portados do vírus HIV. Mas, inicialmente, os sintomas apresentam características semelhantes, como febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer.



Pesquisas revelam que os sintomas da AIDS demoram, em média, de 8 a 10 anos para aparecer. Como eles são semelhantes aos de outras doenças, é preciso uma investigação mais aprofundada para confirmar de fato se a pessoa está infectada pelo vírus HIV. Para isto, em caso de suspeita, basta fazer o exame específico identificar o HIV positivo.



Há também quem classifique os sintomas da AIDS em estágios.

Estágio 1: de semanas a 6 meses

A pessoa está sadia e normalmente o resultado do teste de HIV dá negativo. Nesse período, conhecimento como Janela Imunológica, o portador do vírus HIV já transmite o vírus para outras pessoas.



Estágio 2: Entre um ano e 5 anos (ou mais)

O portador do vírus HIV tem aparência saudável, mas os exames já dão positivo.



Estágio 3: Pode aparecer em meses ou anos

Os sintomas característicos da AIDS já começam a aparecer.



Estágio 4: Pode ocorrer no período de meses ou anos

Com o sistema imunológico baixo, a pessoa soropositiva se torna um alvo fácil para as doenças oportunistas, como câncer, diversos tipos de infecções e problemas no cérebro, que podem levar à morte. É neste estágio que se costuma a dizer que a pessoa tem AIDS.



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Data de criação: 27/07/2009

Última atualização: 27/07/2009

Veja também:Aids eleva mortalidade materna, destaca Folha de S.Paulo

Estudo indica que, entre homossexuais, tratamento contra a aids não diminui chance de infecção do HIV

Fé em falsa cura leva portadores de HIV à morte

Plano deve cobrir tratamento de portador de HIV

AIDS
HIV nas redes sociais



Leia mais: http://www.aidshiv.com.br/category/sintomas-da-aids/#ixzz0yhfDXiSi

Tratamento e cura.

Apesar de não existir nenhuma vacina ou medicamento que cure definivamente a AIDS, os tratamentos têm evoluído consideravelmente. Para se ter idéia, entre 1982 e 1989, 50% das pessoas com mais 12 anos de idade só sobreviviam cerca seis meses após o diagnóstico da primeira infecção oportunista. Hoje, é possível conviver durante anos com o vírus HIV sem que AIDS se desenvolva. Isso graças aos tratamentos com drogas cada vez mais eficazes.



Em 1996 foi determinada a distribuição gratuita a todas as pessoas que precisem do tratamento. Isso gerou mais qualidade de vida e uma sobrevida maior aos soropositivos.



O tratamento de uma pessoa portadora do vírus da AIDS inclui o uso de medicamentos anti-retrovirais, que atuam baixando a carga viral do HIV e restaurando a imunidade do paciente. O quanto antes a pessoa iniciar o tratamento, melhores serão efeitos que ela terá.



Um acompanhamento médico adequado é de fundamental importância durante o tratamento, já que o estado de saúde de cada pessoa, o estilo de vida e preferências pessoais serão decisivos na escolha das drogas anti-retrovirais recomendas.



Drogas anti-retrovirais atualmente disponíveis

Durante bastante tempo o AZT (lançado em 1987) foi o único remédio disponível no controle do HIV. Agora, há 17 drogas que compõe o arsenal contra o HIV. São elas:



Inibidores da protease: indinavir (Crixivan); ritonavir (Norvir); saquinavir (Invirase ou Fortovase); nelfinavir (Viracept); amprenavir (Agenerase); lapinovir (Kaletra)



Inibidores da Transcriptase Reversa Nucleosídeos: zidovudina (Retrovir ou AZT); didanosina (Videx ou ddI); zalcitabina (Hivid ou ddC); estavudina (Zerit ou d4T); lamivudina (Epivir ou 3TC); combivir (AZT + 3TC); abacavir (Ziagen); Trizivir (AZT + 3TC + abacavir)



Inibidores da Transcriptase Reversa Não Nucleosídeos: nevirapina (Viramune); efavirenz (Sustiva); delavirdina (Rescriptor).



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Data de criação: 27/07/2009

Última atualização: 27/07/2009

Veja também:Abstinência sexual para conter aids

Antirretroviral lamivudina está em falta em várias regiões do Estado de São Paulo,

Bahia tem 300 novos casos de Aids

HIV/Aids: Cientistas ligam vírus a infecção por salmonela

AIDS
HIV nas redes sociais



Leia mais: http://www.aidshiv.com.br/category/tratamento-aids/#ixzz0yheqQ8Bm

Casos de aids.

A AIDS é uma doença que se manifesta em pessoas que adquiriram o vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Também conhecida como Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida), a doença fragiliza o sistema imunológico, dificultando a proteção diversos microorganismos, como bactérias, protozoários, vírus e etc.



O enfraquecimento das defesas do organismo contribui para que a pessoa infectada pelo vírus HIV adquira uma série de doenças que são chamadas de doenças oportunistas. Elas podem aparecer diversas vezes e até mesmo simultaneamente. Diferente do que muitos pensam, não é a AIDS que provoca a morte do indivíduo e sim as doenças oportunistas. Já que o organismo não está forte suficiente para se defender sozinho, as infecções trazem sérios riscos à saúde do portador de AIDS.



É importante destacar que ter o vírus HIV não significa que a pessoa tenha AIDS. A presença do vírus HIV indica que, no sangue, foram detectados anticorpos contra o vírus. Em todo o mundo, há milhares de pessoas soropositivas que vivem durante anos sem desenvolver a doença. Porém, mesmo sem manifestar a doença, elas podem transmitir o vírus para outras pessoas.



O que é o HIV?

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) pertencente à classe dos retrovírus e é causador da AIDS. Quando entra no organismo humano, o vírus pode ficar silencioso e incubado por muitos anos e não apresentar nenhum sintoma. Quando aparecem os primeiros sintomas é possível identificar a AIDS. O HIV age no interior das células do sistema imunológico (responsável pela defesa do corpo), fazendo com que o vírus faça parte do seu código genético.



Atualmente existem dois tipos de HIV: o HIV-1 e o HIV-2. Em todo o mundo, o mais comum é o HIV-1, mas ambos são transmitidos da mesma forma e causam AIDS. Uma das diferenças entre os dois, é que o HIV-2 é menos transmissível e seu período de incubação é maior.



O tempo médio entre a infecção pelo HIV e a manifestação da AIDS é de aproximadamente 10 anos para o HIV I e de 17 anos para o HIV II. Esse tempo poder ser consideravelmente mais curto em função da situação nutricional e/ou imunológica do indivíduo e o acesso a tratamentos eficazes.



História da Aids

1977/78

Primeiros casos nos EUA, Haiti e África Central, descobertos e definidos como Aids, em 1982, quando se classificou a nova síndrome.



1980

Primeiro caso no Brasil, em São Paulo, também só classificado em 1982.



1981

Primeiras preocupações das autoridades de saúde pública nos EUA com uma nova e misteriosa doença.



1982

Adoção temporária do nome Doença dos 5 H – Homossexuais, Hemofílicos, Haitianos, Heroinômanos (usuários de heroína injetável), Hookers (profissionais do sexo em inglês). Conhecimento do fator de possível transmissão por contato sexual, uso de drogas ou exposição a sangue e derivados. Primeiro caso de transfusão sangüínea. Primeiro caso diagnosticado no Brasil, em São Paulo.



1983

Primeira notificação de caso de aids em criança. Relato de caso de possível transmissão heterossexual. Homossexuais usuários de drogas são considerados os difusores do fator para os heterossexuais usuários de drogas. Relato de casos em profissionais de saúde. Primeiras críticas ao termo grupos de risco (grupos mais vulneráveis à infecção). Gays e haitianos são considerados principais vítimas. Possível semelhança com o vírus da hepatite B. Focaliza-se a origem viral da Aids. No Brasil, primeiro caso de Aids no sexo feminino.



1984

A equipe de Luc Montagner, do Instituto Pasteur, na França, isola e caracteriza um retrovírus (vírus mutante que se transforma conforme o meio em que vive) como causador da Aids. Início da disputa, entre os grupos do médico americano Robert Gallo e do francês Luc Montagner, pela primazia da descoberta do HIV. Estruturação do primeiro programa de controle da Aids no Brasil – o Programa da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.



1985

Fundação do GAPA – Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (primeira ONG do Brasil e da América Latina na luta contra a Aids). Diferentes estudos buscam meio diagnóstico para a possível origem viral da Aids. O primeiro teste anti-HIV é disponibilizado para diagnóstico. Caracterização dos comportamentos de risco no lugar de grupo de risco. A Aids é a fase final da doença, causada por um retrovírus, agora denominado HIV – Human Immunodeficiency Virus (vírus da imunodeficiência humana). Primeiro caso de transmissão vertical (da mãe grávida para o bebê).



1986

Criação do Programa Nacional de DST e Aids.



1987

Criação do Primeiro Centro de Orientação Sorológica – COAS, em Porto Alegre/RS. Questiona-se a definição de comportamentos sexuais tidos como anormais. Início da utilização do AZT, medicamento para pacientes com câncer e o primeiro que reduz a multiplicação do HIV. Os Ministérios da Saúde e do Trabalho incluem as DST/Aids nas SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho e Saúde). A Assembléia Mundial de Saúde, com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), decide transformar o dia 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids, para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo HIV. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. Total de casos notificados no Brasil: 2.775.



1988

No Brasil, uma portaria assinada pelo Ministro da Saúde passa a adotar o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Morre o cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil, aos 43 anos. Criação do Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde inicia o fornecimento de medicamentos para tratamento das infecções oportunistas. Primeiro caso diagnosticado na população indígena. Total de casos notificados no Brasil: 4.535.



1989

Morre Lauro Corona, ator da TV Globo, aos 32 anos. Ativistas levam o fabricante do AZT (Burroughs Wellcome) a reduzir em 20% o preço do remédio. Novo Critério de Definição para a classificação de Casos de Aids após o Congresso de Caracas, Venezuela. Total de casos notificados no Brasil: 6.295.



1990

O cantor e compositor Cazuza morre aos 32 anos.



1991

Inicia-se o processo para a aquisição e distribuição gratuita de anti-retrovirais (medicamentos que dificultam a multiplicação do HIV). Dez anos depois da aids ser identificada, a OMS anuncia que 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV no mundo. O jogador de basquete Magic Johnson anuncia que tem HIV. O Videx (ddl), que como o AZT faz parte de um grupo de drogas chamadas inibidores de transcriptase reversa, é lançado. Total de casos notificados no Brasil: 11.805.



1992

Primeiro estudo sobre o uso de várias drogas combinadas contra o HIV. Estudo sobre a importância das doenças sexualmente transmissíveis (DST) como co-fator para a transmissão do HIV, podendo aumentar o risco de transmissão e aquisição do HIV em até 18 vezes (Dra. J. Wasserheit). Gallo e Montagnier chegam a um acordo definitivo sobre o crédito da descoberta do vírus. A opinião pública brasileira fica indignada quando a menina Sheila Cartopassi de Oliveira, de cinco anos, tem a matrícula recusada em uma escola de São Paulo, por ser portadora de HIV. Inclusão, no código internacional de doenças, da infecção pelo HIV. Ministério da Saúde inclui os procedimentos para o tratamento da aids na tabela do SUS. Início do credenciamento de hospitais para o tratamento de pacientes com aids. Campanha: Vamos todos contra a aids de mãos dadas com a vida. Total de casos: 14.924.



1993

Início da notificação da Aids no Sistema Nacional de Notificação de Doenças – SINAN. Morre o bailarino Rudolf Nureyev. A atriz Sandra Brea (1952-2000) anuncia que é portadora do vírus. A opinião pública começa a perceber que a doença atinge também as mulheres. O AZT passa a ser produzido no Brasil. Total de casos notificados no Brasil: 16.760.



1994

Acordo com o Banco Mundial dá impulso às ações de controle e prevenção às DST e à Aids previstas pelo Ministério da Saúde. Estudos mostram que o uso do AZT ajuda a prevenir a transmissão do HIV de mãe para filho. Definição para diagnosticar casos de Aids em crianças. Total de casos notificados no Brasil: 18.224.



1995

Medicações consolidadas para o tratamento anti-retroviral até este momento: AZT/ddI/ddC. Uma nova classe de drogas contra o HIV, os inibidores de protease, é aprovada nos EUA. Zerti (d4T) e Epivir (3TC), outros inibidores de transcriptase reversa, são lançados, aumentando as escolhas de tratamento. Estudos revelam que a combinação de drogas reduz a progressão da infecção, mas o custo do tratamento é de US$ 10 mil a US$ 15 mil por ano. Aparecimento dos primeiros inibidores de protease (medicações que dificultam a multiplicação do HIV no organismo). Até esse ano, a assistência medicamentosa era precária. Estudo demonstra que o tratamento precoce das DST, com conseqüente redução no tempo de evolução das doenças e de suas complicações, faz com que o risco de transmissão e aquisição do HIV diminuam. A incidência do HIV é reduzida em 42% com essas medidas (Grosskurt H et al.). Total de casos notificados no Brasil: 19.980.



1996

Primeiro consenso em terapia anti-retroviral (regulamentação da prescrição de medicações para combater o HIV). Lei fixa o direito ao recebimento de medicação gratuita para tratamento da aids. Disponibilização do AZT venoso na rede pública. Queda das taxas de mortalidade por aids, diferenciada por regiões. Percebe-se que a infecção aumenta entre as mulheres (feminização), dirige-se para os municípios do interior dos estados brasileiros (interiorização) e aumenta significativamente na população de baixa escolaridade e baixa renda (pauperização). Total de casos notificados no Brasil: 22.343.



1997

Implantação da Rede Nacional de Laboratórios para o monitoramento de pacientes com HIV em terapia com anti-retroviral, com a realização de exames de carga viral e contagem de células CD4 (células que fazem parte do sistema de defesa do organismo ou sistema imunológico). Morre o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Hemofílico, contaminado por transfusão de sangue, defendia o tratamento digno dos doentes de aids. Total de casos notificados no Brasil: 22.593.



1998

Validação do algoritmo nacional para diagnóstico das DST no Brasil (Moherdaui F et al.). Ministério da Saúde recomenda a aplicação da Abordagem Sindrômica das DST para seu tratamento oportuno e conseqüente diminuição da incidência do HIV. Onze medicamentos disponíveis, gratuitamente, na rede de saúde. Lei define como obrigatória a cobertura de despesas hospitalares com aids pelos seguros-saúde privados (não assegura tratamento anti-retroviral). Muitos soropositivos que usam o coquetel apresentam cargas virais indetectáveis pelos exames. Mas o HIV continua ‘escondido’ no organismo (gânglios linfáticos, medula e partes do cérebro). Cientistas registram a imagem da estrutura cristalina da proteína gp 120 do vírus da aids, usada por ele para entrar nas células do sistema imunológico atacadas pelo HIV. Campanhas: Sem camisinha não tem carnaval; A força da mudança: com os jovens em campanha contra a aids.



1999

Aumenta para 15 o número de medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Queda de 50% na mortalidade dos pacientes de aids e melhora da qualidade de vida dos portadores do HIV. Estudos indicam que, quando o tratamento é abandonado, a infecção torna-se outra vez detectável. Pacientes desenvolvem efeitos colaterais aos remédios. Marylin, um chimpanzé fêmea, ajuda a confirmar que o SIV (Simian Immunodeficiency Virus ou Vírus da Imunodeficiência dos Símios) foi transmitido para seres humanos e sofreu mutações, transformando-se no HIV. Testes genéticos mostram que o HIV é bastante similar ao SIV, que infecta os chimpanzés, mas não os deixa doentes. Total de casos notificados no Brasil 1998/1999 (até agosto): 22.102.



2000

A 13ª Conferência Internacional sobre Aids, em Durban, na África do Sul, denuncia ao mundo a mortandade na África. Dezessete milhões morreram de Aids no continente, 3,7 milhões são crianças. 8,8% dos adultos estão contaminados. O Presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, escandaliza o mundo ao sugerir que o HIV não causa a aids. Realização do I Forum em HIV/Aids e DST da América Latina, no Rio de Janeiro. A partir de acordo promovido pelas Nações Unidas, cinco grandes companhias farmacêuticas concordam em diminuir o preço dos remédios usados no tratamento da aids para os países em desenvolvimento. No Brasil, aumentam os casos em mulheres. A proporção nacional de casos de aids notificados já é de uma mulher para cada dois homens. Total de casos notificados no Brasil 1999/2000 (até junho): 17.806.



2001

Implantação da Rede Nacional de Laboratórios para Genotipagem. O Brasil ameaça quebrar patentes e consegue negociar com a indústria farmacêutica internacional a redução no preço dos medicamentos para aids. Organizações médicas e ativistas denunciam o alto preço dos remédios contra aids. Muitos laboratórios são obrigados a baixar o preço das drogas nos países do Terceiro Mundo. O HIV Vaccine Trials Network (HVTN) planeja testes com vacina em vários países, entre eles o Brasil. Total de casos de aids acumulados: (1980 – 2001) 220.000.



2002

O Fundo Global para o Combate a Aids, Tuberculose e Malária é criado para captar e distribuir recursos, que serão utilizados por países em desenvolvimento, para o controle das três doenças infecciosas que mais matam no mundo. Um relatório realizado pelo Unaids, Programa Conjunto das Nações Unidas para a luta contra a aids, afirma que a Aids vai matar 70 milhões de pessoas nos próximos 20 anos, a maior parte na África, a não ser que as nações ricas aumentem seus esforços para conter a doença. A 14ª Conferência Internacional sobre Aids é realizada em Barcelona. Total de casos de aids acumulados: (1980-2002) 258.000.

2003

Realização do II Forum em HIV/Aids e DST da América Latina, em Havana, Cuba. O Programa Brasileiro de DST/Aids recebe um prêmio de US$ 1 milhão, da Fundação Bill & Melinda Gates, como reconhecimento às ações de prevenção e assistência no país. Os recursos foram doados para ONGs que trabalham com portadores de HIV/Aids. O Programa Nacional de DST/Aids é considerado por diversas agências de cooperação internacional como referência mundial. Total de casos de aids acumulados até 2003: 310.310.



2004

Morrem duas lideranças transexuais, a advogada e militante Janaína Dutra e a ativista Marcela Prado (ambas foram grandes colaboradoras do Programa Nacional de DST e Aids). Lançamento do algoritmo brasileiro para testes de genotipagem. Recife reúne quatro mil participantes em três congressos simultâneos: o V Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids, o V Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (SBDST) e o I Congresso Brasileiro de Aids. Total de casos de aids acumulados até 30/06/04: 362.364.



2005

Makgatho Mandela (filho do ex-presidente Nelson Mandela) morre em conseqüência da aids aos 54 anos. O tema do Dia Mundial de Luta Contra a Aids no Brasil aborda o racismo como fator de vulnerabilidade para a população negra. Total de casos de aids acumulados até junho de 2005: 371.827.



2006

O terceiro sábado de outubro é promulgado como o Dia Nacional de Combate à Sífilis. Toronto recebe 20 mil pessoas para a 16ª Conferência Mundial sobre Aids, o maior evento sobre aids no mundo. Dia Mundial de Luta contra a Aids teve sua campanha protagonizada por pessoas vivendo com aids. À noite, em uma ação inédita, a inscrição da RNP+ “Eu me escondia para morrer, hoje me mostro para viver” foi projetada em raio laser nas duas torres do Congresso Nacional, que ficou às escuras, como forma de lembrar os mortos pela doença. Acordo reduz em 50% preço do anti-retroviral tenofovir, representando uma economia imediata de US$ 31,4 milhões por anos. Total de casos de aids acumulados até 30/06/06: 433.067.



2007

Em janeiro, a Tailândia decide copiar o anti-retroviral Kaletra, e em maio, o Brasil decreta o licenciamento compulsório do Efavirenz. Também é assinado acordo para reduzir preço do anti-retroviral Lopinavir/Ritonavir. O Programa Nacional de DST/AIDS institui Banco de Dados de violações dos direitos das pessoas portadoras do HIV. Em um ano, a UNITAID reduz preços de medicamentos anti-retrovirais em até 50%. Aumenta a sobrevida das pessoas com aids no Brasil. A Campanha do Dia Mundial, cujo tema são os jovens, é lançada no Cristo Redentor. Os Ministérios da Saúde e Educação e as Nações Unidas premiam máquinas de preservativos. Total de casos de aids acumulados até junho de 2007: 474.273.



Fonte: www.aids.gov.br



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Data de criação: 27/07/2009

Última atualização: 27/07/2009

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